A norma abrangente X.500, finalizado em 1988, é um padrão de protocolos de serviços de diretórios, utilizados em redes de computadores, e foi elaborado para trabalhar sobre modelo OSI e incorporado ao pacote de protocolos ISO/IEC 9594. Designado para dar suporte ao padrão X.400, que define a troca de mensagens eletrônicas entre os usuários da rede local, a função do X.500 é prover serviços de diretórios para rede, centralizando a base de dados dos usuários da rede em um servidor X.500. Dentro desse padrão, o cliente acessa o servidor através do protocolo de acesso Directory ( DAP ), que é pilha de protocolos OSI base.
O protocolo de acesso a diretórios DAP (Directory Access Protocol) faz parte das especificações do padrão X.500, e foi desenvolvido para trabalhar junto a todas as camadas do modelo OSI, com o objetivo definir o acesso de usuários aos serviços de diretórios que seu padrão provia.
Assim como o OSI, o X.500 e, conseqüentemente o DAP, foram feitos antes do advento da internet e originalmente não foram preparados para trabalhar com o TCP/IP, visto que segundo Trigo (2007), a aplicação do mesmo além de ser de difícil implementação, gerava aplicações complexas e lentas. Além do mais o estilo da organização da árvore de diretórios do X.500 não foi preparado para a utilização de diretórios distribuídos.Quando se trata de redes, tudo gira em torno dos protocolos. A Internet, o e-mail, as intranets, a transferência de arquivos, os acessos a diretórios e outros serviços providos pela pilha TCP/IP são todas operações baseadas em protocolos, tais como: HTTP, FTP, UDP, TCP, IP, POP, SMTP.
A grande vantagem da utilização de protocolos se resume na compatibilidade que eles oferecerem tanto entre hardwares como entre softwares de diversos fabricantes, o que os tornaram compatíveis entre si.
Com a disseminação da Internet, o TCP/IP passou a ser usado como um padrão internacional. O sucesso foi tanto que os protocolos do X.500 foram adaptados para que as redes TCP/IP pudessem trabalhar com os servidores X.500. Posteriormente percebeu-se a necessidade da criação de protocolos que se encaixassem melhor com as suas características.
O LDAP foi criado como uma alternativa ao DAP, para prover acesso aos serviços de diretórios do X.500 pelos protocolos da pilha TCP/IP. O LDAP é mais fácil de ser implementado do que o DAP, além de exigir menos recursos da rede e de memória. Ele foi desenvolvido, e não adaptado como o DAP, para aplicações TCP/IP, obtendo, portanto, maior desempenho. Por esses motivos recebeu o nomeLightweight Directory Access Protocol (protocolo leve de acesso a diretórios).
Posteriormente foram criados servidores de diretórios voltados para o TCP/IP e o LDAP. O Slapd (stand-alone LDAP daemon - servidor) foi escolhido como a melhor opção e consolidado. Com sua utilização, passa-se a colocar em prática um software provedor de serviços de diretórios específicos para o TCP/IP e o LDAP, deixando de lado o X.500 que é uma mera adaptação de um padrão desenvolvido para o modelo OSI. Com isso há um ganho em performance e funcionalidades e melhor integração com o LDAP.
Assim sendo o LDAP passou a ser a melhor forma de se obter o acesso a serviços de diretórios e foi padronizado em julho de 1993 no RFC 1487 da IETF (Internet Engineering Task Force – Força-Tarefa de Engenharia da Internet).
As primeiras implementações do LDAP foram soluções de gateway, eles mediavam entre clientes LDAP e servidores X.500. Em 1995, a Universidade de Michigan apresentou o primeiro servidor LDAP nativa. Em 1996, o Netscape seguiu com o primeiro servidor LDAP comercial (Netscape Directory Server, fundação de vários servidores LDAP posteriores). Outros exemplos (entre muitos outros) incluem o Microsoft Active Directory e Novell eDirectory. A figura abaixo mostra o desenvolvimento de protocolos de diretório do X.500/DAP para LDAP.

Fonte: http://www.teleco.com.br/tutoriais/tutorialldap1/pagina_3.asp https://directory.apache.org/apacheds/basic-ug/1.2-some-background.html
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